Mercado aquecido, firme, com filas de espera até dias atrás, o setor de caminhões já sente os efeitos da crise americana. Uma das maiores operadoras rodoviárias do País, a Coopercarga, com sede em Concórdia (SC), adiou as compras de caminhões temporariamente.
“Tínhamos 80 caminhões negociados, mas com contrato ainda não fechado. Com o dinheiro escasso e mais caro, decidimos esperar os desdobramentos”, disse ontem à Gazeta Mercantil o presidente da Coopercarga, Dagnor Schneider.
A Zappellini, transportadora com previsão de faturar R$ 140 milhões neste ano, especializada em carga seca com sede em Lages (SC) também travou as compras, segundo o diretor da empresa, Gilberto Zappellini. “Tínhamos um saldo de 20 caminhões para receber e decidimos rever o negócio. Uma das causas para nossa decisão é o aumento no custo do dinheiro”, disse.
Segundo Dagnor Schneider, da Coopercarga, que reúne uma frota de 1,7 mil caminhões, o custo do dinheiro subiu tanto para compra de caminhões como para capital de giro. “Os bancos aumentaram as taxas. No capital de giro pagávamos CDI mais 0,12% e agora estão nos pedindo CDI mais 0,9%. Para nos defender estamos pedindo aos clientes que paguem os fretes com menor prazo”.
Eriodes Battistella, presidente da Assobrasc, associação que reúne os revendedores Scania, esteve ontem com a montadora para tratar das negociações para 2009. “Nosso número para o ano que vem por ora é de 9 mil caminhões, mil unidades a mais que venderemos em 2008. Sabemos que será difícil, mas ainda mantemos a previsão”;
Battistella disse que clientes estão adiando as compras neste momento. “Eles estão pedindo um tempo para definir os negócios. É natural que isso aconteça diante da indefinição da conjuntura e da elevação do custo do dinheiro.”
O presidente da Assobrasc disse que a entidade foi comunicada de um aumento de 7% no preço dos caminhões a partir do ano que vem. “Ponderamos junto à Scania que este percentual é elevado”, afirmou ele.
Se depender de Schneider, da Coopercarga, não haverá aumento. “Já pagamos reajuste de caminhão em 2008 por conta do aquecimento da demanda. Não temos mais como aceitar reajustes”, enfatizou.
Empresa possui mais de 95% do mercado de cegonheiros
A OnixSat Rastreamento de Veículos participou, entre os dias 25 e 27 de setembro de 2008, da 11ª Exposição de Transportes do ABC. O evento aconteceu no Pavilhão de Exposições Vera Cruz, em São Bernardo do Campo/SP.
A realização é voltada para os cegonheiros – transportadores de automóveis – e todos os atores que atuam neste segmento. Esse é um dos grandes motivos para a realização do evento em São Bernardo do Campo, conhecida como capital nacional do automóvel.
O evento reuniu 28 expositores, dentre concessionárias de veículos de passeios, transportadoras, revendedoras, fabricantes de pneus, autopeças, implementos, bancos, financiadoras, seguradoras e empresas de rastreamento.
Para a OnixSat a realização foi uma grande oportunidade para o estreitamento de relacionamento com clientes e parceiros. Foi registrada a presença, no estande da empresa, de representantes da Brazul, Tegma, Transzero etc.
Com forte atuação junto aos transportadores de automóveis, vale destacar que mais de 95% dos rastreadores instalados em caminhões cegonha no Brasil foram comercializados pela OnixSat.
Dentre as novidades apresentadas no evento pela empresa, o novo Rastreamento Online despertou grande interesse nos participantes. A ferramenta foi reformulada e agora está ainda mais veloz e completa, com novas funções, sendo direcionada para clientes que não demandam de mecanismos mais complexos. Outro ponto alto da feira foi a trava de 5ª roda apresentada.
No último dia, 27/09, a OnixSat sorteou um rastreador portátil OnixSpy para os clientes da empresa. O saldo final do evento foi extremamente positivo, com estreitamento de relacionamento com os atores deste importante mercado para a OnixSat.
Sobre a OnixSat
Líder em vendas no mercado de rastreamento de veículos pesados, possui 7.600 clientes ativos, que geram mais de 40.000 rastreadores comercializados.
A solução ainda é pouco conhecida pela indústria alimentícia, mas deve se transformar no grande diferencial do setor de transportes com a Linha Cargo da Fibralit de laminados para revestimentos de caminhões baús com a tecnologia antimicrobiana Microban®
A preocupação da indústria alimentícia em proteger os alimentos contra bactérias deve ser constante, mas em muitos casos, fica restrita à etapa do processamento. Quando os alimentos passam para os baús frigoríficos dos caminhões, acabam por ficar sem a devida precaução, comprometendo a qualidade microbiológica e a proteção do alimento.
Somente uma minúscula parcela da frota de caminhões baús frigoríficos está preparada para atender adequadamente a indústria alimentícia, que atende o Brasil de ponta a ponta utilizando transporte rodoviário. Até pouco tempo, o transporte alimentício era órfão de soluções bacteriostáticas. Recentemente, a Fibralit, que fabrica laminados planos de alto desempenho para revestimentos de caminhões e também para salas de processamento de alimentos, buscou uma solução para o setor e incorporou em seus laminados a proteção antimicrobiana desenvolvida pela empresa norte-americana Microban®.
Aplicada durante a fabricação dos laminados da Fibralit Cargo, a tecnologia Microban® é uma ação contínua contra os principais microorganismos que degradam alimentos e podem causar contaminações e maus odores. Esta tecnologia já vem sendo utilizada com sucesso em outros produtos da indústria alimentícia, como o piso UCRETE, da BASF, para frigoríficos; facas profissionais da Tramontina; e botas de EPI da Italbotas. Inibindo o crescimento de bactérias e fungos, a ação antibacteriana dura por toda a vida dos produtos, minimizando os riscos de contaminação cruzada e reduzindo os biofilmes (as superfícies ficam mais fáceis de limpar), mantendo a aparência de novas por mais tempo.
A proteção antimicrobiana não elimina os procedimentos normais de limpeza, mas é um importante complemento à higiene. A cada ano a indústria alimentícia impressiona com novas tecnologias e soluções no processamento de alimentos que primam em prolongar a vida útil do alimento. A tecnologia Microban® é mais uma importante arma para a indústria na manutenção da proteção do alimento, além de minimizar desperdícios decorrentes da deteriorização dos produtos.
Sobre a Tecnologia Microban®
A Microban® é uma multinacional norte-americana, líder mundial em tecnologia de soluções antimicrobianas, que utiliza ingredientes aprovados para contato seguro com pessoas, alimentos e animais. No Brasil está disponível em diversos produtos como pranchas de corte e potes plásticos para culinária (Plasútil), cabos de facas, tábuas de corte culinário e talheres infantis Catty Toys (Tramontina), termopratos (Soprano), alicates de cutícula (Merheje), inaladores e umidificadores (NS), GyoClean Impermeabilizante, Kit Epóxi e BioProtege Selante Aerosol (Gyotoku), assentos sanitários (Deca), pisos laminados (Durafloor), MDF e MDP (Duratex), superfícies de quartzo (Silestone), acrílicos para banheiras e ofurôs (Lucite) e peças de madeira (Origin). Para a indústria há diversos equipamentos, como botas industriais em PVC (Italbotas), laminados para revestimentos de caminhões e câmaras frigoríficas (Fibralit), pisos industriais (Basf) e esteiras transportadoras de alimentos (Rexnord), entre outras marcas.
Aprovada pelo SCF (Comitê Científico para Alimentos da União Européia), a tecnologia antibacteriana Microban® é a primeira no mundo a ter fórmulas aprovadas para contato seguro com alimentos pela NSF (National Sanitation Foundation – EUA) e NSF do Brasil, aplicações em produtos registrados na EPA (Agência de Proteção Ambiental) e ingredientes aprovados pela FDA (Food and Drug Administration – EUA). Possui testes de eficácia feitos por laboratórios independentes ao redor do mundo, que comprovam a sua eficiência na inibição do crescimento de bactérias e fungos na superfície dos produtos.
Aumento da frota, elevação do custo operacional e conseqüente repasse às taxas de coleta e entrega são inicialmente os impactos que a restrição do tráfego de caminhões na capital paulista causa as empresas de transporte.
“O anúncio da nova legislação foi feito antecipadamente, de modo que tivemos tempo de nos planejar para manter a qualidade do transporte”, disse Mateus de Oliveira Naves, diretor de negócios da RTE Rodonaves.
Segundo ele, o aumento do custo relacionado à restrição do trânsito de caminhões em São Paulo ainda não está totalmente dimensionado. “Mas, com certeza, houve aumento de custos, pois tivemos de aumentar e redirecionar a frota, tanto de transferência como de distribuição”, afirmou Mateus. Segundo ele, apenas a primeira fase da limitação do transporte de carga na capital paulista levou a um aumento de 4% nas tarifas de entrega e coleta na região.
A NTC & Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) concluiu seus estudos sobre os impactos da restrição aos caminhões adotada pela gestão Gilberto Kassab (DEM) desde 30 de junho e definiu: vai recomendar às empresas que elevem em 15% os preços das entregas na cidade de São Paulo e em outros municípios pelo país com restrições similares.
Isenção de ICMS também pressiona o frete
A partir do dia 1º, a prestação de serviços de transporte de carga no Estado de São Paulo estará isenta de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), como estabelece decreto assinado no dia 22 pelo governador José Serra.
Para os empresários, a medida, em vez de reduzir, vai elevar o custo do frete no Estado, pois, sem os créditos que antes eram usados para pagar as compras de caminhões e outros itens, as empresas terão de buscar empréstimos nos bancos.
“A isenção do ICMS para o setor é uma medida absurda. O governo mostra desrespeito com o setor, que não foi procurado nem sequer para discutir essa mudança no ICMS”, afirma Valdete Marinheiro, advogada da Fetcesp (Federação das Empresas de Transportes de Carga do Estado de São Paulo).
Preço do diesel
O reajuste acumulado de 10,4% nos preços do óleo diesel, no período de maio a julho, já refletiu-se no custo do frete em pelo menos 10%, de acordo com o relações públicas do Sindicargas, Roberto Sinai. Hoje, mesmo considerando-se a reposição de 10%, o setor ainda está com os valores de frete defasados em 50%.
Aumento em outros setores e no varejo
Martinho Paiva Moreira, vice-presidente de comunicação da Associação Paulista de Supermercados (Apas), diz que o impacto na estrutura de custos dos supermercados será triplo. “Primeiro, termos um aumento de 10% nos custos de mão-de-obra com a contratação de mais gente e o pagamento de um adicional noturno. Depois, o frete deve subir 25%. Finalmente, precisaremos de estoques maiores, com o aumento da possibilidade da carga não ser entregue, o que vai gerar mais 1% de impacto”.
“A previsão inicial é que o aumento do preço de venda ao consumidor seja da ordem de 5% a 10%, dependendo do tipo de mercadoria”, diz Roberto Mateus Ordine, vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
Já Claudio Elias Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), diz que o aumento do frete na cidade de São Paulo deve chegar à 200%. “Um caminhão que faz entrega de 20 toneladas terá de ser substituído por cinco menores [de até 6,3 m de comprimento], cuja capacidade máxima é de quatro toneladas. O nosso custo normal é de R$ 40 por tonelada. Com a nova lei, saltou para R$ 123. Estimamos que o repasse gere um aumento de 1,5% a 3,5% no custo do material de construção em geral”.
A partir de hoje os caminhões terão de respeitar as regras do rodízio municipal de veículos – que conciliam o dia da semana com o final da placa -, em vigor na capital paulista. Esses veículos ficarão impedidos de circular por um dia da semana, das 7h às 10h e das 17h às 20h, na região do centro expandido, que concentra vias como as Marginais do Tietê e do Pinheiros e a Avenida dos Bandeirantes.
Os caminhoneiros que têm veículo com placa de final um e dois, por exemplo, não poderão trafegar no horário do rodízio, às segundas-feiras. A expectativa da Prefeitura de São Paulo é retirar 20% dos cerca de 126 mil caminhões por dia desses locais, nos horários de pico.
O que vigorava
Até o momento, os motoristas de caminhão já tinham de cumprir a restrição para os veículos, mas somente na área interna do centro expandido – diferentemente dos carros, que também têm de obedecer à restrição nas vias que delimitam essa área, como as Marginais e a Avenida dos Bandeirantes.
Desde o dia 30 de junho, os caminhões estão proibidos de trafegar na chamada ZMCR (Zona Máxima de Restrição de Circulação) – área de 100 km quadrados interna ao centro expandido – das 5h às 21h, de segunda a sexta-feira, e das 10h às 14h aos sábados.
Com o rodízio, os caminhões ficarão proibidos de circular, em um dia da semana, nas seguintes vias: Marginais do Tietê e do Pinheiros; Avenidas Afonso d´Escragnolle Taunay, Bandeirantes, Presidente Tancredo Neves, Professor Luís Ignácio de Anhaia Melo e Salim Farah Maluf; Complexo Viário Maria Maluf; Rua das Juntas Provisórias e Viaduto Grande São Paulo.
A restrição, porém, não se aplica a alguns tipos de caminhões, como os do Corpo de Bombeiros, guinchos, de produtos alimentares perecíveis, serviços públicos essenciais, correios e coleta de lixo.
Anchieta-Imigrantes
Com o início da nova etapa do rodízio de caminhões na cidade de São Paulo, a Ecovias programou algumas ações para alertar os caminhoneiros das restrições de circulação estabelecidas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Avisos nos Painéis de Mensagens Variáveis (PMVs) informarão os motoristas de quais finais de placa não podem circular em São Paulo no dia estabelecido.
Além disso, nas balanças do Sistema Anchieta-Imigrantes, administrado pela concessionária, estão sendo distribuídos panfletos, fornecidos pela CET, com informações sobre a restrição de circulação.
Os caminhões que não puderem entrar na cidade terão a opção de parar no pátio de descanso do SAI, localizado no km 40 da Via Anchieta.
São Paulo, Quase 20 dias depois do decreto ampliando a área de restrição a caminhões no centro expandido de São Paulo, os empresários do transporte em São Paulo ainda tentam fazer a prefeitura rever alguns pontos do decreto do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Em reunião com representantes do setor, o secretário de Transportes, Alexandre Moraes, prometeu retirar do decreto o item que proíbe o VUC – Veículo Urbano de Carga, caminhão de 6 metros de comprimento – , de circular a partir de novembro numa região de 100 quilômetros quadrados a partir do centro da cidade.
Mas a o secretário não deu esperanças quanto a outras reivindicações dos transportadores, como o fim de rodízio dos VUCs em dias pares e ímpares, conforme a placa do caminhão. “Pedimos que o rodízio seja igual ao dos carros, que só não circulam num determinado horário de manhã e à noite“, afirmou Almir Macedo, presidente do Sindicato do Transporte Rodoviário de Cargas Próprias. “Mas as conversas com o secretário não avançam.” A partir do dia 28 as medidas restritivas vão ser ampliadas. A prefeitura afirma que vai criar um decreto em que caminhões de grande porte vão ter de obedecer o rodízio de placas nas marginais e grandes avenidas, usadas para ligar São Paulo a diversas estradas e ao Porto de Santos. Cláudio Adamucho, diretor do G10, grupo de empresas que detêm 500 caminhões pesados, afirmou que as empresas terão de imobilizar 20% da frota com as medidas restritivas nas marginas, já que são vias de passagem obrigatória. “Alguém terá de pagar este custo.” Presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp), Francisco Pelucio, afirmou que a medida restritiva aos caminhões vai causar desemprego. De acordo com ele, pequenos e médios comerciantes evitam receber encomendas à noite. “Já prevíamos isto. Nenhum condomínio de prédios aceita receber entregas à noite“, afirmou. De acordo com Pelucio, empresas estão recorrendo ao serviço de terceiros, como caminhoneiros autônomos e vans, para não perder seus clientes. “Mas não dá para manter este serviço por muito tempo, já que onera muito as empresas de transporte“, afirmou Pelucio. O Setcesp também quer a prefeitura dê anistia às multas aplicadas contra os VUCs que desrespeitaram o decreto. Os 501 agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) que fiscalizam as novas regras de circulação de caminhões na zona de restrição de Circulação já aplicaram 11.525 autos de infração desde o dia 30 de junho. O balanço aponta que nos primeiros dias de restrição o número de multas manteve-se numa média de 1,1 mi por dia, mas já há uma tendência de redução. Para a prefeitura, o declínio indica que os motoristas já estão se adaptando às medidas e programando as viagens de acordo com as novas regras. “Não faz sentido penalizar as empresas com essas multas“, afirmou Pelucio. “Muitos empresários não podem arcar com estes custos. Num primeiro momento, elas não tinham como deixar de atender seus clientes e tiveram de desrespeitar o rodízio“, afirmou.
ExceçõesO secretário Alexandre de Moraes prometeu aos empresários anistiar multas em que empresas já tinham autorização prévia da prefeitura, mas ainda não obtiveram alvará definitivo para o transporte de alguns tipos de carga. Um dos exemplos é o de caminhões que fazem terraplenagem.
O crescimento econômico e a nova lei que limita o tráfego de caminhões na cidade de São Paulo provocam uma corrida para a compra de veículos menores para transportar carga. A procura é tanta que há até fila de espera.
No lugar de um caminhão grande, muitos pequenos. Uma transportadora, uma das maiores do país, acabou de comprar 40 veículos urbanos de carga, os VUC`s, e ainda passou a alugar alguns. Esse foi o caminho que a empresa encontrou para vencer os obstáculos da lei que restringe a circulação de caminhões, em São Paulo.
“O abastecimento urbano não se revoga por decreto. A mercadoria vai chegar, queira o decreto ou não queira o decreto, vai chegar ao produtor, consumidor, comerciante. De qualquer forma as transportadoras têm usado o artifício de buscar no mercado caminhões agregados de autônomos ou de locadoras”, afirmou o presidente da transportadora Urubatan Helou.
O drible na lei, em São Paulo, e a maior procura em geral por veículos, também em outros estados por causa da economia em crescimento, elevaram as vendas de caminhões pequenos. Um aumento de 6,12%, em junho, na comparação com maio. Já no primeiro semestre as vendas foram 18% maiores do que as registradas no mesmo período do ano passado.
Na loja de caminhões usados, os grandes enchem o pátio. Não só por causa do tamanho. É que o pequeno está em falta. E o dono da agência em busca dele.
“Coloquei corretor para procurar na rua, anúncio no jornal”, disse o dono da agência Manuel de Almeida.
Na loja de novos, em exposição, muito carros. Caminhão pequeno já foi vendido. Só no último mês, em uma rede concessionárias, houve um aumento de 30% nas vendas deste tipo de veículo.
Não há pronta entrega. Quem quiser comprar agora vai ter que esperar um caminhão grande trazer um pequeno.
“De 20 a 25 dias, vai ter que esperar”, comentou o gerente Jorge Ricardo da Silva.
O Grupo Luft, um dos maiores transportadores e operadores logísticos do País – com faturamento previsto de R$ 1 bilhão em 2010 – começa junho com metade de sua frota operando sob manutenção entregue aos cuidados dos concessionários Mercedes-Benz.
O dentista Mário Luft, presidente do conselho de administração do conglomerado de 4,4 mil funcionários e frota total de 1,6 mil caminhões, que trocou o consultório dentário pelo transporte por entender que nessa atividade havia mais chance de realizações, considera que a decisão de operar com manutenção terceirizada deverá causar polêmica. “Foi uma virada de mesa nas minhas convicções. Tenho quase certeza que depois dessa reportagem publicada, vou receber ligações de muitas pessoas perguntando se a decisão é mesmo para valer“.
É para valer, foi assinada e tem duração de cinco anos. Cobre todos os caminhões com motores eletrônicos do grupo – cerca de 750 unidades – mais 47 ônibus, com injeção eletrônica, pertencentes à Leads Transportes, operadora de fretamento da filha de Mário, Andrea Luft.
Por R$ 12 milhões por ano o grupo terá serviços e peças cobertos – da simples troca de uma lâmpada a reparos na suspensão até intervenções em motores e caixas de câmbio. “Cobre peças e serviços. Os únicos itens não abrangidos pelo contrato de manutenção com a Mercedes-Benz são funilaria, lavagem e lubrificação e borracharia, que ficarão sob nossa responsabilidade“, diz o presidente do conselho do conglomerado.
Em São Paulo e Rio, onde os executores do contrato são os concessionários (Mercedes-Benz) Itatiaia e Guanabara Diesel, respectivamente, a operação será feita ”in house”, ou seja, o pessoal de manutenção dos concessionários atuará nas garagens do Grupo Luft. “Isso foi um dos pontos que discutimos com cuidado, pois entendemos que o tempo de deslocamento das nossas garagens às oficinas das concessionárias seria fator contraproducente“. Itatiaia e Guanabara Diesel, em suas áreas, cobrirão 70% das necessidades de manutenção da frota do grupo. Outras revendas, em Goiânia, Cuiabá, Londrina e Porto Alegre se encarregarão também da manutenção da frota do grupo.
Mário Luft, ao reconhecer que a empresa cresceu muito – em 1995 faturava R$ 10,.5 milhões, 1% do valor previsto para 2010 – admite que ele, como criador da manutenção própria, precisava assumir outras responsabilidades. “Precisamos ter mais tempo para as decisões estratégicas” – tarefa que divide com os filhos Luciano e Fernando e o irmão, Ademar Luft. “Foi muito bem pensado. A Mercedes sabe como operamos, termos motoristas muito bem treinados, frota nova, enfim, ela não está correndo riscos“, diz, para contar um detalhe. “Tanto assim que em nosso contrato receberemos todo final de mês relatório sobre o executado e os custos. Está previsto que se o valor a ser pago mensalmente estiver acima do custo da execução, seremos reembolsados“.
A Binotto S.A., um dos maiores operadores logísticos do País, acaba de adquirir 212 caminhões Volkswagen fabricados em Resende (RJ). Desse total, 105 unidades são de um dos modelos mais recentes da montadora, o VW Constellation 25.370 6X2, que compõe sua nova linha de extrapesados. Essa é a maior venda do modelo desde o seu lançamento, em agosto do ano passado. No restante do lote adquirido, estão os modelos VW Delivery 5.140, VW Worker 9.150E e VW Constellation 15.180, 19.320 e 24.250. A qualidade dos caminhões Volkswagen, aliada ao aquecimento da economia e o fechamento de novos contratos pela transportadora foram os fatores decisivos na compra dos veículos, segundo Edilson Binotto, seu diretor operacional. “A empresa tem como política a renovação constante de sua frota, garantindo assim agilidade nas operações e redução nos custos de manutenção. Hoje não temos em nossa frota caminhões com mais de três anos de uso”, explica. Com 1.100 caminhões Volkswagen, a Binotto é hoje um dos maiores frotistas da montadora. A transportadora foi a primeira a acreditar no sucesso da linha Titan Tractor, lançada em 2002 com o cavalo mecânico VW 18.310. “Ousadia na busca por soluções para atender seus clientes é a marca registrada da Binotto. Agora acreditamos ser o momento de o VW Constellation 25.370 6X2 fazer a sua história”, diz. Os novos extrapesados adequam a frota da Binotto à resolução do Conselho Nacional de Trânsito de números 210 e 211, de 13 de novembro de 2006, que limita dimensões e pesos de veículos comerciais. “O extrapesado Constellation é hoje no mercado o caminhão ideal para transportes com carreta do tipo Vanderléia”, afirma Edilson Binotto. Os novos veículos serão utilizados em operações para a indústria automobilística, para o transporte de carga industrial e para a distribuição urbana. As novas unidades serão entregues até o mês de outubro deste ano. Segundo o diretor operacional da Binotto, essa foi uma compra programada da transportadora. “A espera por caminhões nunca foi um problema, já que a compra programada sempre foi uma prática de nossa empresa”, aponta. Para esse ano, a Binotto prevê um aumento de 20% em seu faturamento em relação ao ano passado. Além de imbatível nas operações com carreta do tipo Vanderléia, o VW 25.370 6X2 ajusta-se a outras aplicações, como o bitrem. “Nossa linha de caminhões extrapesados é extremamente versátil e atende a diversos tipos de carretas e aplicações. Os modelos apresentam ainda os melhores índices de economia de combustível da categoria”, diz Ricardo Alouche, diretor de Vendas e Marketing da Volkswagen Caminhões e Ônibus. A Binotto S.A. atua nos segmentos de transporte, distribuição, operações florestais, logística de movimentação e armazenagem. Com 56 filiais distribuídas geograficamente do Maranhão até o Rio Grande do Sul, uma frota de mais de 2.700 veículos e 2.400 colaboradores, presta há 43 anos serviços a empresas nacionais e multinacionais de grande expressão.
Fonte: Press Release
Volkswagen Caminhões e Onibus