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	<title>Truck Shopping Notícias do Mundo dos Caminhões &#187; CSA</title>
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		<title>Truck Shopping Notícias do Mundo dos Caminhões &#187; CSA</title>
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		<title>Fabricante de máquinas vira importador</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 23:38:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nivaldo Ferreira MTB 55.797/sp</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A importação crescente de máquinas e equipamentos tem forçado vários produtores nacionais a mudar de ramo. A perda de competitividade diante dos bens de capital que entram no País a preços menores, beneficiados pelo real sobrevalorizado, levou várias empresas a parar com a fabricação e utilizar toda experiência e conhecimento do mercado para se dedicar à importação e comercialização de máquinas. Segundo José Velloso Dias Cardoso, vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), vários associados se desligaram da entidade por este motivo. Este processo ocorre nos segmentos de máquinas para a indústria de plásticos, máquinas operatrizes, componentes hidraulicos, eletrônicos e pneumáticos e de grandes máquinas especiais como retomadoras, empilhadeiras e descarregadoras de navios. Velloso não cita nomes de empresas mas confirma que &#8220;vários fabricantes de máquinas que perderam a competitividade por causa do câmbio, deixaram a entidade e passaram a ser importadores&#8221;. O Brasil não produz todos os bens de capital seriados necessários para o seu parque produtivo. Tanto que a lista de ex-tarifários conta com 3.5 mil itens referentes a equipamentos que podem ser adquiridos no mercado externo com alíquota zero por falta de fornecedor local. O problema que afeta a indústria no momento é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: xx-small; font-family: Verdana;"> </span>A importação crescente de máquinas e        equipamentos tem forçado vários produtores nacionais a mudar de ramo. A        perda de competitividade diante dos bens de capital que entram no País a        preços menores, beneficiados pelo real sobrevalorizado, levou várias        empresas a parar com a fabricação e utilizar toda experiência e        conhecimento do mercado para se dedicar à importação e comercialização de        máquinas. Segundo José Velloso Dias Cardoso, vice-presidente da Associação        Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), vários        associados se desligaram da entidade por este motivo.</p>
<p align="justify">Este processo ocorre nos        segmentos de máquinas para a indústria de plásticos, máquinas operatrizes,        componentes hidraulicos, eletrônicos e pneumáticos e de grandes máquinas        especiais como retomadoras, empilhadeiras e descarregadoras de navios.        Velloso não cita nomes de empresas mas confirma que &#8220;vários fabricantes de        máquinas que perderam a competitividade por causa do câmbio, deixaram a        entidade e passaram a ser importadores&#8221;.</p>
<p align="justify">O Brasil não produz todos        os bens de capital seriados necessários para o seu parque produtivo. Tanto        que a lista de ex-tarifários conta com 3.5 mil itens referentes a        equipamentos que podem ser adquiridos no mercado externo com alíquota zero        por falta de fornecedor local. O problema que afeta a indústria no momento        é o da substituição direta das máquinas disponíveis no País por produtos        importados.</p>
<p align="justify">Esta pressão não foi        capaz de tirar o setor da rota de crescimento. Com a demanda aquecida, o        setor deverá registrar uma expansão de 14% em 2008 e superar os R$ 60        bilhões de faturamento do ano passado. As projeções que preocupam Velloso        são as que indicam que haverá um aumento de 70% na entrada de máquinas e        equipamentos do exterior. &#8220;O câmbio afeta nosso crescimento&#8221;, declara.</p>
<p align="justify">Os dados da balança        comercial setorial mostram que o déficit de 2008 deverá ficar entre US$ 12        e US$ 14 bilhões, superando o resultado negativo de 2007 (US$ 4 bilhões) e        o de 2006 (US$ 600 milhões). Esta estimativa se apóia nos valores        acumulados no primeiro trimestre deste ano, cuja soma fechou em US$ 3        bilhões. Os países de origem da maioria das máquinas importadas são os        Estados Unidos, Alemanha e China. O avanço mais significativo vem dos        chineses que estavam na 15ª posição do ranking de fornecedores        estrangeiros e passaram para o 3º posto. &#8220;O mercado de extrusoras para        plástico é dos chineses hoje. Eles detêm 90% deste mercado, antes era        zero&#8221;, afirma.</p>
<p align="justify">Velloso comenta que um        megaprojeto como o da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) realizado        no Rio de Janeiro, tem quase a totalidade de seus equipamentos vindos da        China. As exceções são as máquinas utilizadas no pátio de movimentação de        materiais e algumas partes menores da usina. O grupo MMX também está        substituindo um fornecedor de bombas brasileiro por uma indústria da        chinesa. O principal motivo é o preço que chega a ser 35% mais baixo e        representa um fator determinante para a perda de espaço dos fabricantes        nacionais.</p>
<p align="justify">&#8220;Estamos também com        problemas com o aço e rolamentos&#8221;, diz Velloso. As dificuldades com        rolamentos se referem à escassez mundial deste tipo de componente. A        questão do aço, segundo o vice-presidente da Abimaq, deve-se à forma como        o insumo é tratado no Brasil. A indústria de máquinas e equipamentos não é        afetada pela exportação de aço em placas nem pelo custo do produto        laminado, utilizado pelas montadoras de veículos e de eletrodomésticos de        linha branca.</p>
<p align="justify">Os aços especiais, de        alta liga, forjados e trefilados ficam mais caros pelo processo de        construção dos preços. &#8220;O preço do aço no Brasil é o praticado no mundo,        mais 14% de alíquota de importação e 15% de custo de compra do produto&#8221;,        diz Velloso. &#8220;Apesar de ter uma indústria local, estamos condenados a        pagar 30% mais caro no Brasil&#8221;. Os preços finais do insumo ficam 30% acima        do aço europeu e entre 50% e 60% maiores em relação ao da China,        informa.</p>
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