Notícias para 28/julho/2008
Fila para caminhão novo, aquece mercado de Usados
Por Nivaldo Ferreira () Sem Comentários
As revendedoras de veículos já sentem o impacto da alta procura por caminhões. Em algumas lojas, as encomendas agendadas neste mês serão entregues apenas no fim do ano. Segundo a Federação Nacional de Distribuição da Distribuição dos Veículos Automotores no Paraná, (Fenabrave-PR), houve um aumento de cerca de 46% na venda de caminhões no estado em junho, na comparação com o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o crescimento foi de cerca de 33% em relação a 2007.
A Servopa Caminhões está com uma expectativa de crescimento de 30% em 2008 em relação ao ano passado, tendo como carros-chefes os modelos VW 8.150 Delivery, o VW 24250 Constellation e o VW 19320 Constellation. “Prevemos que este cenário se manterá nos próximos dois ou três anos e que, depois disso, o mercado se estabilizará. A diferença é que o novo patamar de estabilização será mais alto. Um exemplo disso é a própria Volkswagen que, no segundo semestre, começa a operar com um terceiro turno para ampliar a sua produção”, afirma Müller.
Preços
Além das filas, quem procura um caminhão estão enfrentando também uma alta nos preços. “Dependendo da marca, os valores subiram 20% no último ano. Por conta da alta demanda, as concessionárias têm retirado os descontos”, diz o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logísticas do Paraná (Setcepar), Fernando Klein Nunes. “Nosso poder de negociação diminuiu muito e a remuneração não é suficiente para acompanhar o aumento dos custos”, diz. “Agora, os revendedores vão aproveitar para faturar ainda mais.”
Usados como Opção
O caminhoneiro Divonzir Marques Ramos entrou na fila de espera de uma concessionária para comprar um caminhão novo. Aguardou por seis meses e, sem nenhum retorno ou previsão de entrega do modelo, acabou desistindo. A opção foi comprar um modelo seminovo. “Fiquei apreensivo e não tinha nenhuma esperança de quando iria vir. Sou autônomo e não tenho como esperar, por isso, resolvi comprar de um outro colega.”
“Em comparação com 2007, tivemos um crescimento de 112% e de 55% na venda de seminovos e usados”, diz o gerente de vendas da Servopa Caminhões em Curitiba, Mário Canaã. “Dependendo do modelo e da quantidade, estamos com dificuldade em entregar rapidamente. A média de espera é de 90 dias.”
O indicador de vendas da Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado de São Paulo (Assovesp) e do Sindicato do Comércio Varejista de Veículos Usados no Estado de São Paulo (Sindiauto) aponta 2008 como o melhor ano da história do segmento de revendas de veículos no Brasil. As vendas do setor totalizaram 1,039 milhão de unidades no primeiro semestre do ano, o que significa um crescimento de 47,54% em relação a igual período de 2007 e o melhor nível de negócios nos 15 anos em que a pesquisa é realizada. O segmento de caminhões apresentou alta de 17,97% (33,9 mil unidades).
Foram fechados 5.952 negócios com caminhões em junho, contra 5.609 no mês anterior, um aumento de 6,12%.
Dessas vendas, 78% foram financiadas em junho, contra 69% em maio. O prazo médio para este financiamento foi de 47 meses no mês, contra 42 meses no anterior. Já o saldo médio financiado foi de 72% em junho, contra 66% em maio e as trocas ficaram em 59% em junho, contra 45% no mês anterior. Os caminhos, segundo as entidades, valorizara em média, 0,99%.
Começa hoje rodízio para caminhões nas marginais da capital
Por Nivaldo Ferreira () Sem Comentários
A partir de hoje os caminhões terão de respeitar as regras do rodízio municipal de veículos – que conciliam o dia da semana com o final da placa -, em vigor na capital paulista. Esses veículos ficarão impedidos de circular por um dia da semana, das 7h às 10h e das 17h às 20h, na região do centro expandido, que concentra vias como as Marginais do Tietê e do Pinheiros e a Avenida dos Bandeirantes.
Os caminhoneiros que têm veículo com placa de final um e dois, por exemplo, não poderão trafegar no horário do rodízio, às segundas-feiras. A expectativa da Prefeitura de São Paulo é retirar 20% dos cerca de 126 mil caminhões por dia desses locais, nos horários de pico.
O que vigorava
Até o momento, os motoristas de caminhão já tinham de cumprir a restrição para os veículos, mas somente na área interna do centro expandido – diferentemente dos carros, que também têm de obedecer à restrição nas vias que delimitam essa área, como as Marginais e a Avenida dos Bandeirantes.
Desde o dia 30 de junho, os caminhões estão proibidos de trafegar na chamada ZMCR (Zona Máxima de Restrição de Circulação) – área de 100 km quadrados interna ao centro expandido – das 5h às 21h, de segunda a sexta-feira, e das 10h às 14h aos sábados.
Com o rodízio, os caminhões ficarão proibidos de circular, em um dia da semana, nas seguintes vias: Marginais do Tietê e do Pinheiros; Avenidas Afonso d´Escragnolle Taunay, Bandeirantes, Presidente Tancredo Neves, Professor Luís Ignácio de Anhaia Melo e Salim Farah Maluf; Complexo Viário Maria Maluf; Rua das Juntas Provisórias e Viaduto Grande São Paulo.
A restrição, porém, não se aplica a alguns tipos de caminhões, como os do Corpo de Bombeiros, guinchos, de produtos alimentares perecíveis, serviços públicos essenciais, correios e coleta de lixo.
Anchieta-Imigrantes
Com o início da nova etapa do rodízio de caminhões na cidade de São Paulo, a Ecovias programou algumas ações para alertar os caminhoneiros das restrições de circulação estabelecidas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Avisos nos Painéis de Mensagens Variáveis (PMVs) informarão os motoristas de quais finais de placa não podem circular em São Paulo no dia estabelecido.
Além disso, nas balanças do Sistema Anchieta-Imigrantes, administrado pela concessionária, estão sendo distribuídos panfletos, fornecidos pela CET, com informações sobre a restrição de circulação.
Os caminhões que não puderem entrar na cidade terão a opção de parar no pátio de descanso do SAI, localizado no km 40 da Via Anchieta.
